O que o desenvolvimento de jogos pode ensinar às crianças?

O que era visto como um “passatempo inútil” hoje é uma indústria bilionária. Muito além da programação, o desenvolvimento de jogos pode estimular habilidades muito valorizadas no mercado de trabalho. Veja quais!

Durante muito tempo, eles foram vistos como “coisa de criança”, um passatempo que “não leva a nada”, algo que “vai te deixar louco” ou “estraga a TV”. Hoje, os games são uma indústria que faturou mais de US$ 91 bilhões globalmente em 2016 e estava a caminho de ultrapassar os US$ 108 bilhões em 2017. Não é à toa que, à medida em que amadurece, uma criança que cresceu jogando videogames desenvolva um interesse em uma carreira fazendo o que mais gosta.

Quanto pensamos em desenvolvimento de jogos, a primeira habilidade que vem à cabeça é a programação de computadores. Mas a criação de um jogo exige mais do que um programa bem escrito. O processo favorece o desenvolvimento de atividades interdisciplinares, muitas delas ligadas a habilidades em alta demanda no mercado de trabalho. Veja alguns exemplos.

O que o desenvolvimento de jogos ensina?

Estratégia e planejamento: a criação de um jogo começa com um plano. O desenvolvedor precisa definir qual a história, o gênero, como a ação será dividida entre as “fases”, quais desafios a personagem irá encontrar, quais recompensas irá receber, etc. Só a partir daí é possível seguir com a programação, a criação da arte e das músicas. Quanto mais claro e detalhado for o plano, mais fácil será o processo de desenvolvimento.

Trabalho em equipe: embora seja perfeitamente possível que um jogo seja inteiramente criado por uma única pessoa, é mais comum que ele seja fruto do trabalho de uma equipe, que pode incluir programadores, designers de fases, ilustradores e compositores, entre muitos outros profissionais. Uma boa relação entre os membros da equipe, com a distribuição de tarefas e acompanhamento de resultados, é essencial para o sucesso do projeto.

Pensamento computacional: formulado pelo educador Seymour Papert em 1980, o conceito de Pensamento Computacional se refere ao “processo de pensamento que envolve a formulação de um problema e expressão de soluções de forma que um humano, ou um computador, possam executá-las efetivamente”.

Ou seja, é a elaboração dos algoritmos que governam o funcionamento do jogo, e que serão transformados no código que compõe o programa. Por exemplo, a solução para o problema “fazer um inimigo atacar o jogador” pode ser descrita com a seguinte série de passos:

  • Determinar a posição do jogador
  • Determinar qual o inimigo mais próximo
  • Mover o inimigo até esta posição
  • Reproduzir uma animação de ataque (golpe, tiro, etc)
  • Verificar se houve colisão entre o inimigo e o jogador
  • Se houve, deduzir energia ou vida do jogador
  • Mover o inimigo para uma distância segura para evitar um contra-ataque.

O pensamento computacional pode ser aplicado na solução de problemas em diversas áreas, e por isso é uma habilidade cada vez mais valorizada entre os profissionais no século XXI.

Pensamento matemático: a matemática é um componente essencial em todos os jogos, das operações mais simples como somar pontos ao placar do jogador aos complexos algoritmos que governam o processamento de imagens tridimensionais cada vez mais realistas. O pensamento matemático estimula o desenvolvimento do senso numérico, a capacidade de interpretação e solução de problemas e a fluência matemática necessária para o sucesso nestas atividades.

Habilidades artísticas: uma apresentação caprichada, com gráficos e sons atraentes e condizentes com a história, auxilia a imersão do jogador no “mundo” do game e pode ser ser um fator determinante no seu sucesso. Grandes nomes da indústria dos games como Shigeru Miyamoto, o “pai” do Mario, e Nobuo Uematsu, aclamado compositor dos jogos da série Final Fantasy, são artistas, não programadores.

Construct 2: uma das melhores ferramentas para quem está começando no desenvolvimento de jogos.

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