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Demanda de alunos de tempo integral cresce segundo o Censo Escolar 2017

Número de alunos do Ensino Fundamental matriculados em tempo integral subiu 13% em relação a 2016. Crescimento deve continuar.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão vinculado ao Ministério da Educação, divulgou no final de janeiro os resultados da pesquisa Censo Escolar 2017. Segundo a pesquisa, o Brasil tem 27,3 milhões de matrículas no ensino fundamental, sendo 15,3 milhões nos anos iniciais e 12 milhões nos anos finais. E um ponto que chama a atenção entre os resultados é o aumento no número de alunos do ensino fundamental matriculados em tempo integral.

O número subiu de 9,6% em 2016 para 13,9% em 2017. Ou seja, já são quase 380 mil alunos em todo o país matriculados nesta modalidade de ensino. A tendência se repete no ensino médio, onde o percentual de alunos em tempo integral passou de 6,4% em 2016 para 7,9% em 2017.

A pesquisa credita o crescimento da educação em tempo integral ao resultado de iniciativas do Ministério da Educação como o Programa Novo Mais Educação, que visa melhorar a aprendizagem em língua portuguesa e matemática no ensino fundamental por meio da ampliação da jornada escolar de crianças e adolescentes. Mas por outro lado é inegável a demanda, por parte dos pais e dos próprios alunos, por atividades que complementem a educação tradicional e preparem os estudantes com as chamadas “habilidades do século XXI”, como trabalho em equipe, pensamento crítico e solução de problemas.

Segundo a edição 2017 do relatório Nossa Escola em (Re)Construção, do Instituto Porvir, 32% dos alunos entrevistados afirmam que uma preparação para o mercado de trabalho os faria “mais felizes”. E 66% dos alunos entrevistados afirmam que olimpíadas de conhecimento, oficinas de criação de mídia e laboratórios “não podem faltar” na escola dos seus sonhos.

Para atender a essa demanda por uma educação mais “prática” e em tempo integral cresce a adoção de programas de atividades complementares, especialmente os focados no conjunto de disciplinas conhecido como STEAM, sigla em inglês para Science, Technology, Engineering, Arts and Math (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).

Estes cursos tem em comum a abordagem prática, baseada em oficinas e laboratórios que envolvem os alunos em atividades interdisciplinares focadas na solução de problemas. Algo que, combinado a temas modernos como robótica ou programação de jogos, vai ao encontro das necessidades do aluno e estimula seu interesse pelo aprendizado.

O contraturno é uma ótima oportunidade para a introdução de inovação na escola, já que permite a flexibilidade de experimentar com metodologias e tecnologias mais rapidamente e em menor escala, apenas algumas turmas, sem a necessidade de ajustes na grade curricular padrão.

As atividades complementares focadas em STEAM também são uma oportunidade para posicionar a instituição como um polo de inovação, aumentando sua reputação junto à comunidade. E além do aspecto pedagógico, são uma oportunidade de negócio, já que permitem o aproveitamento de recursos, como salas de aula e laboratórios, que estariam ociosos no contraturno.

Como observamos, a crescente demanda por educação em tempo integral é uma realidade, motivada tanto pelo desejo dos alunos por uma abordagem mais prática e alinhada aos seus anseios como por oportunidades de mercado. A educação está mudando e as escolas que se adaptarem, desde já, serão as que terão maior probabilidade de sucesso num futuro muito próximo.

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